set
13

O tamanho da cobertura

Publicado às 11:37 0 comentário
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Nesta terça-feira, se encerra o meu trabalho em Nova York, que foi o ápice de uma cobertura iniciada quase dois meses atrás pela editoria de Mundo com ajuda de nossos correspondentes internacionais e de outras editorias. Em 1º de agosto, o Terra colocou no ar um especial um tanto ambicioso, que pretendeu não só cobrir os dez anos do 11 de setembro, mas tentou entender que cara tem o terrorismo no século XXI e como ele moldou a maneira como vive o Ocidente após 2001.

Naquele momento inicial, discutimos como, de maneira geral, o terrorismo mudou a primeira década do século XXI (1 e 2), começando a partir da extrema-direta na Europa em função do episódio da Noruega (3 e 4). Entrevistamos filósofos sobre a legitimidade do terrorismo como ferramenta política (5, 6, 7). Discutimos o impacto do terror na economia (8) e na vida das crianças (9). Também tentamos entender a polêmica questão Islã x Terrorismo nos EUA (10), na França (11), no Reino Unido (12), na Espanha (13), no Brasil (14, 15) e sob seu aspecto histórico (16).

Abordamos o terror fora do eixo EUA-Europa-Ásia, como a Tríplice Fronteira (17) e China (18). Falamos do velho terrorismo europeu do ETA (19) e do IRA (20). Na sequência, após uma longa conversa sobre a crise da democracia (21), procuramos saber como estão Madri e Londres após os atentados de 2004 e 2005 (22, 23, 24, 25). Abordamos também como andam os esforços para enquadrar o terrorismo como crime, no Brasil e no exterior (26, 27, 28). Chegando ao fim da discussão sobre terror, tentamos projetar o futuro, repercutindo o papel da internet (29, 30, 31, 32) e falamos sobre teorias da conspiração (33). A lado cultural e da mídia no mundo pós 11/9 também foram explorados (34, 35, 36).

De Nova York, ouvimos familiares de vítimas (37, 38), brasileiros (39, 40) e pessoas que trabalharam no resgate (41) e na cobertura da imprensa (42, 43, 44), associações de familiares (45). Cobrimos diferentes eventos e exposições (46, 47, 48), contamos como evoluiu a cidade (49) e como estava o ambiente dias antes do aniversário (50, 51, 52, 53). Também fomos a exposições (54, 55). No sábado e domingo, 11/9, cobrimos mais eventos da agenda da cidade (56, 57), entramos na cerimônia oficial e demos um panorama das ruas (58, 59).

Além disso, obtivemos boas declarações da Janet Napolitano (60), secretária de Segurança Interna, e de Hillary Clinton (61), secretária de Estado. Além de contar como estava a situação em Londres (62) e em Paris (63) no domingo. Na segunda-feira, fomos à saída do 9/11 Memorial, para saber o que os primeiros visitantes tinham achado (64, 65). Durante todo esse tempo, publicamos 62 galerias (66) e 12 infográficos sobre terrorismo na década (67) e sobre o 11/9 (68). Sem falar no blog. No total, ouvimos quase 100 pessoas, desde ganhadores do prêmio Pulitzer (foram dois) até brasileiros que estavam em Nova York na época dos atentados.

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set
12

Homenagens na rua Greenwich

Publicado às 21:12 0 comentário
Homenagens no mural da rua Greenwich

Homenagens no mural da rua Greenwich

Ontem fechada ao público, a rua Greenwich amanheceu hoje com muitas homenagens às vítimas do 11 de setembro no quarteirão em frente à entrada do 9/11 Memorial. Lá está instalado um mural de madeira que mostra as Torres Gêmeas em chamas e a luta dos bombeiros para salvar quem estava preso lá dentro.

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set
12

O 11/9 no NYT

Publicado às 10:13 0 comentário

O conteúdo especial do NYT, no site e no papel

O conteúdo especial do NYT, no site e no papel

Ontem acabou não dando tempo de comentar, mas o NYT publicou um caderno especial de 40 páginas sobre o 11/9. Mais especificamente, como o 11/9 moldou o mundo nestes últimos dez anos. Pelo que vi,  o material está todo disponível no site também. O conteúdo aborda as guerras em que os EUA se meteram, o custo estimado do 11/9, as liberdades civis, o 9/11 Memorial, a Primavera Árabe, e por aí vai. Também estão lá várias entrevistas com quem sofreu com a tragédia diretamente, seja os familiares das vítimas dos atentados, ou as mulheres dos soldados mortos no Iraque e Afeganistão.

Uma das partes que achei mais interessante a história daquela terça-feira contada minuto a minuto, trajetória reconstituída por grande parte da imprensa. O NYT fez um pouco diferente. Em cada um dos minutos, há uma entrevista com alguém relacionado àquele momento: bombeiros, policiais, médicos, cientistas políticos, pessoas que estavam nas torres e conseguiram se salvar. Ao lado, tentei reproduzir a capa do caderno, que traz uma foto bem conceitual das “footprints” das torres, dentro do 9/11 Memorial.

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set
11

Dois diferentes 11/9

Publicado às 22:02 0 comentário

Ao sair da zona isolada pela polícia, onde as pessoas estavam assistindo à cerimônia em telões, fui a uma lanchonete do McDonald’s me encontrar com a repórter Carla Ruas, minha colega na cobertura de hoje. Ao chegar lá, ela conversava com a salvadorenha Ana Karla Villatoro, 46 anos. Ela nos contou que estava no 29º da Torre Sul, e conseguiu salvar a sua vida por pouco. Junto dela estava o mexicano Rafael Hernandez, 49 anos. Eles se conheceram através do Grupo de Trabalhadores Latinos do WTC. A organização, que não tem sede nem site, luta pelos direitos dos latinos que trabalhavam nas Torres Gêmeas. Ambos moram no Queens, e reclamaram que Nova York é uma cidade cara. Ambos enfrentam problemas de saúde. Ana Karla não pode mais trabalhar e precisa da ajuda do filho para sobreviver.

Carla Ruas/Especial para Terra

Ana Karla, em frente a um McDonald's próximo do WTC. Foto: Carla Ruas/Especial para Terra

Ao sair dali, cruzei Downtown Manhattan do leste para o oeste, fazendo uma grande volta em função dos bloqueios montados pela polícia. Meu destino era o hotel Marriott Downtown, que fica em uma das “quinas” do grande quarteirão formado pelo 9/11 Memorial e pelo canteiro de obras do novo 1 World Trade Center. Para chegar lá, precisei me identificar. O hotel estava isolado porque a secretária de Estado, Hillary Clinton, falaria durante um almoço de uma organização de familiares de vítimas do World Trade Center, a Voices of September 11th. Antes de chegar ao terceiro piso do hotel, passei por uma minuciosa revista. Lá dentro, familiares também celebravam o laço criado a partir da tragédia. Se a emoção aflorava, um membro da organização estava a postos com lenços de papel. E garçons circulavam por entre as mesas, garantindo o conforto de todos.

Almoço de uma organização de familares de v�timas realizado no hotel Marriott

Almoço de uma organização de familares de vítimas realizado no hotel Marriott

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set
11

Homenagem canadense

Publicado às 18:19 0 comentário
AP

Uma procissão lembrou o 11/9 em Surrey, na província de British Columbia, no Canadá. Foto: AP

Da redação
A cidade canadense de Surrey, na província de British Columbia, fez uma cerimônia em homenagem às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos. Surrey faz fronteira com a cidade americana de Blaine, no Estado de Washington, e as homenagens ao 10º aniversário de 11/9 foram realizadas perto do monumento Peace Arch, que marca a linha entre os dois países.

AP

Aos 2 anos, Nicholas Harding assistiu ao desfile usando um chapéu de bombeiro. Foto: AP

Entre as pessoas que assistiam à procissão, um menino chamou a atenção de fotógrafos. Nicholas Harding, 2 anos, observou o desfile usando um capacete de bombeiro. Não é à toa: o garoto é filho de Paul Harding, um bombeiro aposentado do FDNY, a corporação da cidade de Nova York.

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set
11

Vestido a caráter

Publicado às 17:51 0 comentário
José Colón, que perdeu dois amigos há dez anos, disse que é um "firefighter supporter"

José Colón, que perdeu dois amigos há dez anos, disse que é um "firefighter suporter"

Ele ficou na grade de olho no telão durante todo o tempo em que estive dentro do perímetro de segurança ao redor do World Trade Center. José Colón, 60 anos, se identificou como um “firefighter supporter”, um apoiador da causa dos bombeiros. Ele não estava homenageando ninguém em especial, apesar de ter perdido dois amigos nas Torres Gêmeas. Disse que ele mesmo fez o colete que vestia, com insígnias de vários batalhões de bombeiros de Nova York. “Visitei vários quartéis, caminhei por toda a ilha”, disse o americano de origem porto-riquenha.

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set
11

Religião e História no Marco Zero

Publicado às 17:40 0 comentário

AFP

Bush e Obama, juntos no Marco Zero. Foto: AFP

Por Felipe Schroeder Franke
Barack Obama e George W. Bush poderiam ter se encontrado em maio deste ano, quando o atual presidente convidou seu antecessor para participar de uma cerimônia em Nova York pela ocasião da morte de Bin Laden. O ex-presidente declinou, e o encontro foi adiado e confirmado hoje, na inauguração do Marco Zero.

Mas talvez mais marcante que o encontro tenha sido mesmo o modo como ambos, políticos de perfis diametralmente opostos, escolheram para agir. Barack Obama, do Partido Democrata, homem de Harvard e dado a discursos e palavras, escolheu um salmo bíblico como cerne de sua mensagem às vítimas. George Bush, do Partido Republicano, natural do Texas e mais famoso pela guerra ao terror que por habilidades argumentativas, evocou o histórico presidente Abraham Lincoln.

A primeira impressão era de que Obama, o racionalista acadêmico, cedera ao minado campo da religião, e que Bush, o cruzador messiânico, acedera à racionalidade do discurso histórico. Mas por trás das palavras medidas, por certo, há anos por estes dois homens, pode repousar um delicado acerto de contas.

Conforme observado ao longo deste domingo, o salmo escolhido por Obama pertence não apenas cristianismo, como também se faz presente nas culturais judaica e islâmica. Evocando o “Deus é meu refúgio”, Obama não estava, portanto, declarando Nova York território cristão, mas justamente garantindo a todos fiéis dos grandes monoteísmos mundiais espaço para convivência. Mensagem de união, programa perseguido – mesmo que de maneira contestada - pelo democrata desde o início do mandato.

Já Bush, que naquela noite de 11 de setembro de 2001 e nos dias seguintes tanto discursaria contra o terror, finalizando com o famoso “Deus abençoe a América”, pode ter usado Lincoln, símbolo americano histórico, como uma refinada tomada de consciência acerca das baixas americanas na última década. A carta evocada pelo texano teria sido escrita a uma mãe que perdera cinco filhos na Guerra Civil. Pedido de desculpas?

Obama foi religioso, mas num sentido racional, político, símbolo do reconhecimento do papel da religião no mundo. Bush foi histórico, mas num sentido interno, nacional, sinal do peso que a queda das Torres Gêmeas teve nele e em toda a geração que hoje chorou no Marco Zero.

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set
11

França reforça segurança no 11/9

Publicado às 17:22 0 comentário

Lúcia Müzell/Especial para Terra

Homens observam painel do trânsito aéreo do Charles de Gaulle, em Paris. Foto: Lúcia Müzell/Especial para Terra

Da redação
A França reforçou o policiamento e aumentou a rigidez nos postos de imigração dos aeroportos de Paris. A cidade vive dias de alerta máximo contra o terrorismo neste 11 de setembro, registra a correspondente do Terra em Paris Lúcia Müzell. Por enquanto, a ameaça terrorista não passou de um susto: ontem, um avião que partia de Paris a Nova York foi evacuado depois que um passageiro embarcou com um gás em sua bagagem de mão. A polícia notou a existência do produto somente quando o homem estava a bordo. O passageiro explicou às autoridades os motivos e foi liberado para embarcar, sem o objeto.

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set
11

Armadura translúcida

Publicado às 16:05 0 comentário
AP

Laura, Bush, Michelle e Obama, protegidos. Foto: AP

Da redação
Barack e Michelle Obama e George e Laura Bush foram os únicos dos presentes à homenagem do 11/9 da manhã de hoje, em Nova York, a dispor de um vidro à prova de balas. Foi atrás desta proteção que o atual presidente e seu antecessor apareceram ao público e fizeram seus discursos. A informação foi constatada por Eduardo Graça, correspondente do Terra em Manhattan.

O sigilo marcou os dias que antecederam a inauguração do 11/9 Memorial na manhã desto domingo. Até ontem, não se sabia ao certo quando ou mesmo se Obama falaria em NY. Também não se dispunha de uma agenda exata dos seus compromissos.

Em parte, o mistério era oriundo das informações da Inteligência americana, segundo a qual haveria a possibilidade de a rede terrorista Al-Qaeda estar organizando um novo atentado para marcar o décimo aniversário do 11 de setembro de 2001. Até metade deste domingo, as cerimônias transcorreram sem quaisquer incidentes.

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set
11

Fitas azuis em memória das vítimas

Publicado às 15:15 2 comentários
AP

Familiares prenderam fitas azuis ao lado esquerdo do peito para homenagear entes queridos. Foto: AP

Da redação
Entre os familiares presentes no Memorial do 11/9, em Nova York, um objeto foi unanimidade. Cada um vestia uma fita azul, presa ao lado esquerdo do peito, em homenagem aos entes queridos. Pela primeira vez em dez anos, eles tiveram a chance de andar no local onde seus parentes perderam a vida. Além das fitas, muitas pessoas optaram por levar cartazes, camisetas com estampas e bonés.

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  1. lis Postado em: 11 de setembro, às 18:13

    concordo com vc

  2. eu Postado em: 11 de setembro, às 15:33

    Qual fita eles farão para os:
    2 milhões de vietnamitas
    380 mil japoneses de Hiroshima e Nagazaqui
    300 mil iraquianos
    1 milhão (ou mais) de afegães

    Que foram mortos ou queimados (napalm no Vietnam; bomba atômica no Japão) pelos NORTE AMERICANOS ??????????

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    perfil-de-autor

    Formado em Jornalismo pela Unisinos em 2007, Moreno Cruz Osório, 29 anos, é editor de Mundo do Terra, onde trabalha há cinco anos. Desde 2008, dedica-se especialmente às coberturas internacionais.